Por falar em estantes poeirentas...
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Em nenhuma das entrevistas feitas recentemente a José Luandino Vieira li uma simples menção a um dos seus maiores feitos na língua portuguesa. Um feito não de criação, possivelmente, mas de suprema recriação, em todo o sentido lúdico da palavra. Um feito de virtuoso: a tradução de A Clockwork Orange de Anthony Burgess. O glossário do final é uma obra-prima de puro gozo linguístico. Um conselho de consulta para os jovens aspirantes a tradutores. (A foto é da 1ª edição portuguesa, de 1974, com chancela das Edições 70).
(PM)
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