Livros de Areia

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Dos livreiros III

E como não poderíamos acabar este ano de 2006 (e o nosso primeiro de actividade) apenas com reparos ou críticas, permitam-nos aqui que destaquemos alguns livreiros que marcaram de forma mais especial estes nossos primeiros passos, ressalvando o nosso sincero agradecimento e simpatia por TODOS os livreiros que aceitaram ou procuraram os nossos livros. A lista completa está, como referimos antes, no nosso site, na página Onde Comprar.

A livraria Index, no Porto, nasceu quase ao mesmo tempo que nós, e revelou-se uma inesperada aliada, quer pela enérgica direcção, quer pelo contínuo interesse e entusiasmo demonstrado pelos nossos livros, passando por aquilo que é o tutano da nossa existência, ou seja, o cumprimento dos pagamentos e uma média de vendas muito boa. Graças à intervenção da livreira Justa Barbosa, fizemos apresentações e conhecemos agentes culturais da cidade (Andreia Azevedo Soares e Manuel Jorge Marmelo), pelo que um agradecimento da nossa parte saberá quase a pouco. À Márcia e à Andrea, que compõem o triunvirato de livreiras, extende-se esse agradecimento.

Graças à determinação de um livreiro de que conhecemos apenas a voz, o Sr. Jacques dos Santos, também editor, pudemos dar o passo internacional e ter uma representação em Luanda, na livraria Chá de Caxinde. O facto de todo o processo de contacto e negociação se ter desenvolvido enquanto o sr. Jacques atravessava alguns problemas de saúde, só torna a sua tarefa de nos procurar e de comprar alguns livros nossos ainda mais excepcional. Aqui fica o nosso agradecimento pela chance de sermos lidos nessa bela cidade, e os votos de continuada e melhorada saúde a um livreiro tropical.

Pequenas editoras só são bem servidas por pequenas livrarias? Errado. Para grande surpresa nossa, a FNAC revelou-se um intermediário salvífico para o nosso projecto. São descomplicados, rápidos nas respostas, pacientes com editores pouco experientes. E, acima de tudo, gostam de livros bem feitos. Tal como nós. Para além de, obviamente, venderem bem. E comprarem para vender. As suas lojas são, na sua maioria, locais onde uma pequena editora se sente tratada como igual às grandes, e numa em especial, a do Colombo, fizemos já duas apresentações de que guardamos as melhores recordações.

A todos, estes e os restantes, obrigado e um bom arranque de 2007.